você abre sua história a rolo,
e põe na mesa.
verifica que, de todos os seus tesouros,
as pessoas deles não compartilham da estima;
e você se sente cheio de resquícios.
e uma tolice invade todos os espaços.
e você se sente a pessoa mais miserável.
então, você pega essas lembranças e quer se livrar delas,
e a história um pouco se resume a essa luta.
mas, prescindir de tudo isso é retirar pedaços de você mesmo,
porque tudo se emaranhou de um modo irracional.
e, por isso, é tão difícil ir se livrando de um passado
que parece bom, engana, ilude, eis que no fundo, é morte e dor.
então, eu peço a vida uma nova chance,
e força para acabar com essas imagens mortas
que persistem.
então, eu apenas rezo para não ter destruído tudo,
em nome desses mesmos egoístas e indiferentes,
simplesmente, fantasmas.
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